sexta-feira, 2 de março de 2012
Embriaguez de ti
Teus olhos me enlaçavam, me fixavam de um jeito... Nunca tinha sentido isso antes. Era como uma droga surtindo efeito. Eu simplesmente não conseguia te negar nada, estava num êxtase absoluto e inegável. O mais estranho de tudo era eu me sentir bem com isso. Que mágica fizestes em mim? Deveria me contar. Senta aqui, e explica-me essa confusão que é você. Diz-me por que pronuncia palavras incertas de forma tão segura. E por que eu fico tão presa nessa tua inconstância, me sentindo contraditoriamente segura. Teus braços me consolam, trazendo uma paz que outrora era utopia. Anda, vem cá. Me tira desse transe, ou me diz como sair dele. Ensina-me como curar isso, um antídoto desse teu veneno poderoso ao qual não consigo resistir. Nos meus pensamentos parecias tão mais frágil... Eu conseguia me desvencilhar de tuas mãos macias e fortes. E quando ousei abrir os olhos, já estava lá, novamente, completamente entregue a ti. Os pensamentos diziam “Não”, mas os olhos diziam “Sim”. O coração pulsava acelerado, as mãos o seguravam como que para não sair do lugar. Não adiantaria tentar fugir, você sempre iria me alcançar. Tolice minha. Então você me puxa forte, e teus lábios encontram os meus. E eu esqueço todos os devaneios, todas as relutâncias, e sou sua outra vez...
quinta-feira, 1 de março de 2012
O mundo de um estranho sonhador
Mais uma xicara de café. Agora bebericava com pressa, apesar da visível quentura, com fumaças saindo desenfreadamente. Lia o jornal da manhã, com os olhos correndo pelos classificados. “Nossa, quanta tragédia de ontem pra hoje”, mencionava calmamente. Na verdade, precisava arranjar um emprego com urgência. A “vida mansa” não lhe pertencia mais... Era hora de virar gente, como dizem por aí. Achou inúmeros empregos, mas nenhum parecia lhe servir. Não que fosse indigno ou coisa assim, apenas exigia uma experiência mínima, o que não correspondia a sua realidade. Olhou para o relógio. Seu tempo acabara. Adeus aos classificados, era hora de ir à luta de verdade. Penteou os cabelos, visualizou o “conjunto” pelo espelho e concluiu que estava satisfatório. Riu da própria vaidade e saiu, trancando as portas. No trajeto, observou as pessoas transitando rapidamente, devido à loucura do dia a dia. Não queria ficar assim, almejava uma vida tranquila. Suspirou. “Em que mundo você vive? A realidade é bem diferente, acorda”, pensou. Pois é, pra se viver nesse mundo tinha que trabalhar, trabalhar, trabalhar... E trabalhar. Aproveitar e se divertir é pra quem pode, não para a estúpida e esmagadora maioria. Caminhava distraidamente, com as mãos no bolso e assobiando uma música dos Beatles. Que raios de pessoa procuraria um emprego assim? Era um completo sonhador, desconhecedor das regras do mundo real. Mas estava prestes a conhecê-lo, e teria que aprender à força a seguir as tais. Encontrou agências de emprego, marcou entrevistas. Por ser inteligente e perspicaz, conseguiu três trabalhos: assistente bibliotecário, operador de telemarketing e caixa de banco. Escolheu a primeira opção. Inicialmente adorou, por estar próximo de sua paixão – livros –, porém logo se cansou das pessoas procurando-lhe sem parar. Tentou a segunda opção. Gostou de poder passar trotes e rir das pessoas nervosas, entretanto o stress incontrolável dos clientes o irritou demasiadamente. Por fim, tentou o terceiro. Era um trabalho leve, lhe aproximava do dinheiro... Mas isso não o interessava. Era entediante demais para ele. Após as três experiências, concluiu que não servia para trabalho algum. As pessoas, segundo ele, eram muito entediantes, arrogantes e previsíveis. Queria algo novo e diferente. E então decidiu: foi ser escritor. Criou o mundo que almejava viver, as pessoas com quem desejava conviver... Não tinha muito dinheiro, mas não vivia na correria rotineira dos demais. Era feliz. E isso era, definitivamente, raro.
domingo, 27 de novembro de 2011
A origem dos contos não tão de fadas assim
Olha só quem está voltando! É, depois de um longo tempo sem postagens, resolvi reativar o blog aos pouquinhos. Agora com muito mais tempo livre, e buscando mais coisas legais pra escrever aqui. Então para marcar a minha volta, trouxe um tema bastante polêmico e interessante de se discutir: Vocês sabem a origem dos contos de fada? Sim, aqueles que vemos desde pequenos, que começa com "Era uma vez..." e termina com "Felizes para sempre"! Bom, a origem deles não é tão feliz assim... Então dei uma pesquisada e resolvi trazer alguns aqui pra vocês. Lembrando que são histórias um tanto bizarras, então se preparem.
A pequena sereia:
Há variações (como em todos os outros), mas numa delas, a bruxa do mar dá pernas à sereia - pois ela se apaixonara pelo príncipe -, mas com algumas condições: ela perderia sua voz, cada passo que desse sentiria como se estivesse pisando em facas e por último, se o príncipe não se casasse com ela, ela viraria espuma do mar. Tempos depois o príncipe se apaixona por uma princesa de outro reino e, no dia de seu casamento, as irmãs de Ariel lhe dão uma faca para que ela mate o príncipe e assim possa voltar a ter cauda. Sem coragem de fazer isso, a sereia deixa o príncipe viver feliz para sempre com outra e morre, virando espuma do mar. É um conto triste, porém até leve se comparado aos outros que estão por vir.
Chapeuzinho vermelho:
Existem três versões um tanto interessantes que encontrei.
Numa, após falar com o lobo mau e receber as falsas informações, ela é devorada pelo lobo. Não existe vovozinha nem caçador. O conto tenta passar a mensagem que nunca se deve confiar em estranhos.
Na segunda, a chapeuzinho faz uma Strip-tease para o lobo mau - que em algumas variações era na verdade um lobisomem ou um ogro -, afim de distraí-lo e fugir.
Na terceira - a mais bizarra -, o lobo estripa a vovozinha e obriga a chapeuzinho a jantá-la com ele. Esperta que ela é, diz ao lobo que precisa ir ao banheiro e foge.
Nas três versões citadas, o lobo se dá bem, de alguma forma.
Nas três versões citadas, o lobo se dá bem, de alguma forma.
João e Maria:
Numa versão muito bizarra, não existe uma bruxa má, e sim um casal de demônios. E o que eles querem não é comer João, e sim estripá-lo num cavalete de madeira. Quando o demônio sai, a demônio-fêmea (isso existe? rs) pede para João se deitar no cavalete com a ajuda de Maria. A menina diz não saber como fazê-lo e pede que a demônio-fêmea faça uma demonstração. Quando a dita cuja se deita, os meninos amarram-na e cortam-lhe a garganta. Então fogem com o dinheiro e com a carroça dos demônios.
Cinderela:
É o conto que mais possui variações (cerca de 700). Encontrei duas mais interessantes - e claro, bizarras. A primeira inclusive eu já havia lido num livro dos Irmãos Grimm que tinha quando criança.
Nessa primeira, quando o príncipe vai à casa da Cinderela, suas irmãs cortam um pedaço do calcanhar para que seus pés caibam no sapatinho de cristal. Dois pássaros amigos da mocinha vêem tudo, e mostram ao príncipe os pés das malvadas sangrando. Como castigo, os pássaros bicam as duas garotas, deixando-as cegas. Além de cegas e mancas, ainda passam a viver como mendigas, enquanto a Cinderela vive feliz para sempre em seu castelo.
Noutra versão bizarríssima, a Cinderela é filha de um rei viúvo - em algumas variações a própria Cinderela quem matou a mãe - que jurara nunca mais casar-se com outra mulher, a não ser que fosse tão linda e perfeita quanto sua esposa, além de ter cabelos cor-de-ouro e calçar os mesmos sapatos que a finada. A única a preencher tais requisitos é sua própria filha, e o rei então decide casar-se com ela! Como a moça não quer cometer tal incesto, acaba por fugir num armário de madeira e é encontrada "do outro lado do mundo", onde é escravizada por duas irmãs malvadas, e daí pra frente começa a história que todos conhecemos.
Branca de neve e os sete anões:
Também encontrei duas versões super interessantes. Na primeira, o mais bizarro é o pedido da madrasta da Branca de neve, que não pede só o coração da menina ao caçador, mas também o pulmão, o fígado, e um jarro com todo seu sangue. E tudo isso para jantar a garota, literalmente.
Na outra versão, o príncipe a vê "adormecida" e resolve levá-la ao seu castelo, para que ela fique para sempre com ele (meigo, não?! O que ele faria com o corpo morto, vai-se saber). Os servos do príncipe carregavam o caixão de um lado a outro do castelo. Um dia, um dos servos se revolta e, pasmem, dá um surra na Branca de neve! Um desses golpes cai sobre o estômago da garota, que vomita a maçã envenenada e "ressuscita". Outro detalhe estranhamente bizarro é que nessa versão a garota tinha apenas 7 anos! No fim deste conto, a madrasta má - em algumas versões tida como a própria mãe da branca de neve - é obrigada a calçar sapatos de ferro em brasa e dançar até morrer.
Príncipes pedófilos e necrófilos, como isso é romântico, não é?! Li certa vez uma versão onde os anões abusavam da menina, mas não a encontrei e não me lembro dos detalhes, portanto não vou me aprofundar nela.
A bela adormecida:
Essa sim, me deixou estarrecida. Não só pelas bizarrices, mas também por ser meu conto de fada favorito desde criança. E sim, é um dos mais fortes. São três as mais bizarras versões que encontrei.
Na primeira, não há roca onde ela espeta o dedo, e sim uma farpa encravada embaixo de sua unha; e seu príncipe não é tão encantado assim. Quando vai resgatá-la, o príncipe gosta do que vê, e resolve se aproveitar da bela adormecida, literalmente (outro necrófilo...). Nesse estupro, o príncipe a engravida. E volta durante esses nove meses para continuar aproveitando-se da bela grávida adormecida. Após os nove meses, ela dá à luz (adormecida!!), e os filhos gêmeos, em busca de leite, acabam chupando o dedo da mãe, retirando assim a farpa encravada e acordando-a. O príncipe, ao voltar e vê-la acordada, pede-a em casamento. Só que havia um problema: sua mãe era ogra! E uma ogra que comia criancinhas... Então ele espera que seu pai morra para se tornar rei e levar a princesa e seus filhos a seu castelo. Numa viagem que o agora rei faz, a mãe ogra resolve comer seus netos e também sua nora. Porém a bela acordada, com a ajuda do cozinheiro, esconde-se. Quando seu marido retorna e descobre, manda matar a própria mãe.
Outra variação parecida é que na verdade é um rei que estupra-a, e sua esposa ogra tenta comer os filhos bastardos do rei, mas acaba por ser descoberta e queimada viva numa fogueira.
Numa outra versão que encontrei certa vez é que quem a estupra é seu próprio pai. E quando acorda, se vê estuprada e mãe dos filhos do dito cujo.
Bom, galera, esses são alguns dos mais importantes contos de fadas. Existem vários outros, caso queiram é só procurar. Acreditar ou não na veracidade dessas origens, fica a critério de cada um. Mas que é algo super intrigante, ah, isso é! Alguns podem dizer que é coisa subliminar da Disney pegar contos desse tipo e "mascará-los", mas pode ser apenas uma tentativa de fazer com que as pessoas acreditem em finais felizes. Muito ao contrário dos criadores (geralmente europeus) desses contos aí, diga-se de passagem.
domingo, 11 de setembro de 2011
Para sempre, Princesa.
Nem ia postar hoje, ou talvez postasse algo sim... mas não vou postar o que eu teria planejado. Nessa madrugada perdi alguém que amo, alguém com quem passei anos e anos da minha vida... Para alguns pode parecer bobo sentir com a morte de um cachorro, mas quem tem entende. Então viso neste post uma singela homenagem a minha eterna Princesa.
Era uma tarde de outubro, o ano era 2003. Uma cachorrinha bem jovem mesmo andava pelas ruas da cidade de São Paulo, com seu corpo cheio de pulgas, carrapatos e uma patinha quebrada (algum motorista insensível havera atropelado...), aparentemente contentada com seu destino. Então, comovidas com a situação, uma mãe e suas duas filhas resolvem cuidar daquela pequena faminta e sofrida, para depois devolvê-la às ruas, mesmo que custasse... E assim fizeram: deram banho, alimentaram, e logo trataram de cuidar de sua pata ferida. As meninas pediam ao pai para que ele a deixasse ficar pelo menos até que se curasse, e o pai deixou. Enquanto isso, sua pata se curava e a família se apegava àquela doce criatura. Mais dias se passaram e, sem que percebessem, a cadela já se tornara membra da família! Recebeu por nome Princesa, e foi cuidada com todo amor e carinho que podia receber.
Princesa crescia bastante alegre, aprontando bastante, comendo objetos da casa, inclusive aves... E apesar de ser tão levada, trazia consigo o dom de animar, divertir. Um tempo se passou e seus donos mudaram-se de volta para Salvador, levando-a junto na "bagagem", sem pestanejar. A cachorra animava-se, como sempre, todos os dias... a todos com quem vivia.
Algum tempo depois, a tão alegre Princesa adoeceu. Contraiu uma doença grave e incurável... Sofrendo bastante com ela. Fez transfusão de sangue, melhorou muito, mas tempos depois tivera recaída. Seus donos faziam de tudo para não sacrificá-la, cuidando de todas as maneiras possíveis. Princesa lutava bravamente para sobreviver, bambeando entre a vida e a morte. Porém, após tanta luta, meses e meses resistindo, Princesa não aguentou mais lutar contra a doença e aceitou seu fim. Tivera sangramentos inestancáveis, e, numa madrugada, fechou os olhos para nunca mais abrir... Encerrando assim a vida de um ser tão lindo, tão perfeito... que deve estar ao lado do Senhor.
Recebi a notícia quando ainda dormia, sob os olhos chorosos de minha mãe, que tanto a amou. Fiquei pensando na importância dos cachorros na vida do ser humano, apesar de já sabê-la. Quando perdemos é que percebemos o quanto aquele serzinho tão amoroso faz falta, o quanto um pouquinho de sua alegria já te ajuda a sorrir. Como já dizia o rapaz em 'Marley e eu', os cachorros não se importam se você é rico ou pobre, com o que você tem ou deixa de ter... Ofereça seu coração a ele, e ele dará o dele em troca. E é isso... Ainda sinto muito sua perda, e para sempre sentirei. Mas sei que sua alma está em algum lugar bonito, e que ela está bem. Só o que restarão são as lembranças, e elas sempre me farão sorrir.
Para sempre, para todo o sempre, a minha Princesa ♥
terça-feira, 6 de setembro de 2011
E-mails para Eric - o fim
Dois dias se passam. Dias esses inquietantes para Eric: o garoto não come direito, tampouco consegue sentir sono. Seu pensamento volta-se só e somente para Marie, de maneira desesperada. Apenas ele sabia o quão depressiva a menina era, e nem ele sabia o que ela poderia fazer quando ninguém estivesse ali para ampará-la! Treze minutos do novo dia se passaram e então Eric decidiu: iria para a Espanha em busca de Marie. Iria encontrá-la, não importasse como. Então saiu às pressas com pouca bagagem em direção ao aeroporto de Santa Catarina. Como não tinha dinheiro suficiente para a passagem e estadia lá, antes de chegar ao aeroporto passou na casa do pai (com o qual era brigado) e implorou por ajuda para encontrar Marie. O pai, comovido e emocionado, ajudou seu filho. Com o dinheiro em mãos, correu para o aeroporto, comprou a passagem e lá esperou o voo. Quando chegou a hora, Eric subiu apreensivo, só então se dando conta de que Madri é uma cidade imensa, e apesar de saber o bairro e rua, seu espanhol deixava bastante a desejar, o que dificultava muito as coisas. Porém, deixou evaporar as possíveis frustrações e embarcou. Acabada a viagem, tratou logo de pegar um táxi com o mapa de Madri em mãos e pedir para ser conduzido ao hotel mais próximo. Aproveitou para perguntar ao taxista onde ficava a tal rua Martínez Molina do tal bairro Los Rosales do tal distrito Villaverde; porém foi uma tentativa frustrada, pois o taxista não sabia informá-lo. Chegando ao hotel, hospedou-se e logo saiu, em busca de Marie. Horas se passaram até que ele encontrou um rapaz que estava indo justamente para aquele bairro. Caminharam juntos e ao chegar no bairro, Eric foi procurar a rua; o relógio já marcava 21 horas quando o garoto finalmente encontrou. Felicitou-se e começou a perguntar se alguém conhecia Marie, dando suas características; após um tempo, alguém reconheceu a garota e fez uma cara de piedade. Eric, ansioso, perguntou onde a menina estava, e a moça, hesitando, disse-lhe que Marie havia se suicidado. O menino descontrolou-se, não acreditando no que ouvira; desatou a chorar, gritando sua dor, gritando o nome de Marie. A moça o levou para sua casa, embora ele resistisse, e tentou acalmá-lo. Passaram-se mais algumas horas, quando, cansado e estupefato, Eric adormeceu. Acordou no dia seguinte, ainda incrédulo. A moça que havia lhe acolhido, Amélia, ofereceu-lhe café da manhã e pôs-se ao lado dele. Como falava português, Amélia conversou com Eric, contando-lhe que Marie não suportou o fato de o pai ter morrido e atirou-se da ponte do lago de onde morava. O garoto, entristecido, agradeceu a ajuda de Amélia e foi embora. Caminhou por entre as árvores, pensativo e desnorteado, até que chegou em um restaurante e parou para comer algo. Estava comendo, quando de repente avistou uma garota parecida com Marie, porém com a cor dos cabelos diferente; curioso, chegou mais perto, mais perto e... Surpreendeu-se: aquela era, sem dúvida, a sua Marie! Nervoso, chamou a garota e ela virou-se instantaneamente; quando viu que era Eric, desmaiou. Instantes depois ela acordou, e Eric perguntou o que havia acontecido, relatando o que Amélia lhe havia dito. A menina explicou que realmente se jogara, porém um rapaz a encontrou quando ainda estava com vida e amparou-a. Imensamente feliz, Eric beijou Marie, com lágrimas caindo descontroladamente dos olhos. Os dois ficaram ali por horas, enquanto a menina contava com detalhes o que havia acontecido em sua vida desde o dia que mandara aquele e-mail.
Dias depois, voltaram para o Brasil. As feridas de Marie sararam, porém as cicatrizes ficaram. Cicatrizes essas que a menina carregaria para o resto da vida. Eric fez as pazes de vez com o pai, passando a visitá-lo com frequência. Os e-mails continuaram a ser trocados por Eric e Marie quando um dos dois viajava. Um tempo depois, casaram-se e viveram, enfim, felizes.
observação: o intuito dessa história é mostrar que o amor de verdade ainda é capaz de vencer qualquer barreira. Sei que não é do meu feitio relatar finais felizes, porém, às vezes é necessário acreditar que eles existem.
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- Capricorniana, 19 anos, um tanto tímida porém de personalidade forte. Tem pés no chão e paradoxalmente idealiza o mundo e tem um tanto de fé nas pessoas. Adora admirar as coisas simples, e as valoriza muito mais do que as coisas "compradas". É apaixonada pela escrita e não poupa palavras para dar sua opinião. Acredita que palavras têm um poder imensurável; acredita também que pode trazer, assim, um pouco de felicidade às pessoas. Sonhos? Possui muitos, e tenta realizá-los. Dá tudo por seus amigos, luta por sonhos alheios também. Seu grande sonho profissional é cursar psicologia - profissão pela qual é apaixonada desde criança; outros sonhos seus são conhecer os amigos virtuais e viajar pelo mundo. Preza a sinceridade e a generosidade. Gosta de estudar, conhecer, ver. Se sensibiliza com histórias espontâneas, dramáticas e que possuam essência. A magia de um conto, de uma música, lhe dá arrepio. Ah, e tem uma paixão forte por retratar vidas alheias, seja como prosa, seja como poesia.
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Escrever é como uma necessidade, para mim. É um sonho particular levar alegria ou algo de bom para as pessoas. Aqui consigo expressá-los poetica ou até mesmo grosseiramente, mas tudo isso tem um propósito. O que eu desejo é que as pessoas se conscientizem das coisas e que não percam a fé umas nas outras... Tento trazer paz, tento trazer amor, além de reflexão; aqui mesmo, neste cantinho! Pode parecer inútil, mas já é uma grande coisa. Entre, fique à vontade para ler, curtir, criticar e se expressar!
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